quinta-feira, 15 de junho de 2017

Guarapari Esporte Clube


Nome : Guarapari Esporte Clube
Fundação : 12 de junho de 1930
Local : Guarapari
Estádio : Davino Matos
Títulos : Campeão Capixaba Série A 1987
Vice Campeão Capixaba Série B 1982, 1986 e 1990




Modelo também é oficial 


Modelo também utilizado oficialmente, um dos primeiros do clube



Estádio Davino Matos

Guarapari Esporte Clube, fundado em 12 de junho de 1930 na cidade saúde, o Guarapari viveu seu auge na década de 80, onde conquistou um título em 1987, além de 3 vice campeonatos, 1982, 1986 e 1990.
O tricolor mandava seus jogos no Davino Matos, onde era muito forte, era uma guerra derrotar o tricolaço em casa mesmo nas campanhas não muito boas.

Jornal Folha Capixaba de 1962 felicita a agremiação


Guarapari em 1965
Guarapari nos anos 60



Hino oficial do Guarapari

Guarapari, meu tricolor de aço
Por ti eu grito, fico bravo e tudo faço
Es repleto de valores
Meu coração é o teu Chavo
Onde após vitórias, deposita flores



Tuas cores tão lindas demais

Vitória é a tua tradição
Sempre firme e valente
Deixando contente o meu coração
Sempre firme e valente
Deixando contente o meu coração
Com raça, raça, raça
Vamos pra frente conquistar mais uma taça
Com raça, raça, raça
Vamos pra frente conquistar mais uma taça

Somos campeões
Está no sangue a nossa vitória
Entra em campo outra vez a seleção
Guarapari senti de novo a sua glória



Majestade e grandeza

Honra a tua riqueza
Tens o meu abraço

Tricolor de aço
Tuas cores tão lindas demais
Vitória é a tua tradição
Sempre firme e valente
Deixando contente o meu coração
Sempre firme e valente
Deixando contente o meu coração

Com raça, raça, raça
Vamos pra frente conquistar mais uma taça
Com raça, raça, raça

Vamos pra frente conquistar mais uma taça



Guarapari, meu tricolor de aço

Por ti eu grito, fico bravo e tudo faço
Es repleto de valores
Meu coração é o teu jarro
Onde após vitórias, deposita flores



Tuas cores tão lindas demais

Vitória é a tua tradição
Sempre firme e valente
Deixando contente o meu coração
Sempre firme e valente
Deixando contente o meu coração

Com raça, raça, raça
Vamos pra frente conquistar mais uma taça
Com raça, raça, raça

Vamos pra frente conquistar mais uma taça



Somos campeões

Está no sangue a nossa vitória
Entra em campo outra vez a seleção
Guarapari senti de novo a sua glória



Majestade e grandeza

Honra a tua riqueza
Tens o meu abraço
Tricolor de aço



Tuas cores tão lindas demais

Vitória é a tua tradição
Sempre firme e valente
Deixando contente o meu coração
Sempre firme e valente
Deixando contente o meu coração

Com raça, raça, raça
Vamos pra frente conquistar mais uma taça
Com raça, raça, raça
Vamos pra frente conquistar mais uma taça


A primeira aparição do Guarapari na Série A ocorreu em 1976, 4 de abril em Linhares marcou a sua partida inaugural, e começou com triunfo por 3x2 sobre o Industrial dono da casa. Na partida seguinte a primeira em casa, um encontro que se tornou muito cercado de rivalidade, Guarapari e Desportiva, placar de 2x0 para o time grená, dali em diante os jogos entre tricolores e grenás seriam sempre tensos. No decorrer do estadual o Guarapari acabou de fora do torneio dos vencedores que era disputado pelos melhores colocados, restou o torneio dos perdedores, e lá foi com rendimento muito fraco, a vitória da estréia foi a única registrada.

Em 1977 foi outro Guarapari, a equipe fez campanha muito boa brigando pelas vagas no topo da tabela, depois do 0x0 decepcionante com III de Maio veio uma bela vitória 4x1 sobre Santos de Barra de São Francisco e depois 2x0 sobre Ceunes, nas 8 rodadas seguintes o tricolor venceu Industrial 1x0, Leão de São Marcos 2x0 e 1x0 no Caxias, vitórias que classificaram a equipe para a 2ª fase pela primeira vez. 
Mas na fase com as 8 melhores equipes o Guarapari começou com uma sequência muito complicada, segurou 0x0 com Desportiva e Rio Branco, 1x1 com Estrela do Norte, venceu Veneciano por 1x0, mas acabou sofrendo 5x1 do Santo Antônio, conseguiu bela recuperação ao derrotar o Vitória por 1x0, mas a campanha precisava melhorar para a equipe brigar por vaga no Quadrangular Final. No returno os três empates em 0x0 atrapalharam bastante na soma geral, o Guarapari chegava nas duas últimas rodadas com apenas a vitória sobre o Veneciano 1x0, tinha que vencer Vitória e São Mateus de qualquer jeito. Contra o Vitória fez sua parte e venceu por 1x0, agora era vencer o São Mateus e torcer contra Rio Branco e Estrela concorrentes diretos. O Guarapari começou arrasador abrindo 3x0 em apenas 21 minutos de jogo,  Fernando aos 7, Mateus aos 19 e Lulinha aos 21 botaram fogo no campeonato. Porém o Estrela do Norte abria 2x0 sobre Veneciano com 31 minutos de jogo e como seu saldo era maior restava ao Tricolor secar o Rio Branco contra a Desportiva, mas o Guarapari viu sua partida ser interrompida pelo árbitro Carlos Valente logo que marcou o 3º gol pois o São Mateus que entrou com apenas 9 jogadores em campo teve 3 jogadores lesionados não retornando mais ao gramado ficando com menos que 7 jogadores número mínimo para seguir uma partida, a vitória estava garantida agora era secar o Rio Branco, mas aos 25 minutos do 1º tempo fez 1x0 na Desportiva resultado que foi até o fim assim eliminando o Guarapari, sua torcida ficou irada com a Desportiva que segundo eles facilitou a partida por já estar classificada.
Em 78 de alegria mesmo só 1x0 no Estrela do Norte e Ordem e Progresso, e 2x1 no Rio Branco e São Mateus e os 3x2 no Santo Antônio equipe que junto com a Desportivas eram os adversários mais complicados para o "Guarapa".
Em 1979 o Guarapari não disputou o estadual retornando em 1980, mas tanto em 1980 quanto em 1981 as campanhas foram fracas sem brigar por vagas nas fases finais. 
Foi em 1982 que o Guarapari entrou com tudo, a equipe demorou para vencer, 5 rodadas até o 1x0 sobre o Ordem e Progresso, depois disso uma série de 8 partidas sem derrota, o recorde da equipe na Série A até então, nesta série uma partida o Guarapari aprontou, em 8 de setembro enfrentou o Vitória que abriu os portões do seu estádio Salvador Costa devido o aniversário da capital Vitória, e os visitantes acabaram vencendo por 2x0, e no returno ainda aplicaram 3x0 sobre o Vitória. Cada turno ocorria uma final e neste turno o Guarapari encarou o Rio Branco na final, sofreu duas derrotas por 1x0 perdendo a chance de classificar antecipadamente para a fase final.
Mas na classificação geral conquistou esta tão esperada vaga. No Quadrangular Final começou exorcizando um fantasma ao derrotar a Desportiva por 4x2 em casa, mas perdeu outra vez para o Rio Branco, era a 7ª partida neste estadual com 3 derrotas e 4 empates, venceu Colatina por 1x0 fechando o turno. No returno para alegria de sua torcida derrotou a Desportiva novamente agora por 2x1, mas a rodada seguinte valia muito pois o Rio Branco com 10 pontos jogava pelo empate para ser campeã antecipado pois Guarapari tinha 6 e só a vitória impediria este título. Adelaildo aos 8 minutos de jogo fez 1x0 Guarapa, mas aos 2 do 2º tempo Vicente igualou tudo e assim foi até o fim em 1x1, restava ao Guarapari o vice campeonato mesmo perdendo por 2x1 para o Colatina fechou com 7 pontos contra 5 do adversário em sua melhor campanha até este ano de 82.
Em 1983 o Guarapa entrou como um dos favoritos mas sofreu 4x0 da Desportiva na estréia em plena Davino Matos, e não foi mais a equipe de 82, os resultados não vinham, e mais uma vez parava no Rio Branco, que em 4 partidas venceu duas 2x0 e 3x0 e empatou outras duas. O Guarapari está marcado para sempre na história do Kleber Andrade já que participou da inauguração do estádio em 7 de setembro de 1983, na partida Rio Branco 3x2 Guarapari. Hoje o estádio já não pertence ao Rio Branco pois vendeu o estádio para pagamentos de dívidas trabalhistas, se tornou Estádio Estadual Kleber Andrade
Em 1983 o Guarapari disoputou o Campeonato Brasileiro Série B. A campanha não empolgou foi o 38º entre 48 participantes, mesmo assim ficou na frente de América/MG, Volta Redonda/RJ, CRB/AL e Criciúma/SC. A chave do Guarapari foi pesada, Vitória/BA, Bangu/RJ, Americano/RJ, além do Fluminense/BA e Guará/DF, era turno único e tiro curto só 1º e 2º de cada chave avançavam. A estréia foi com sonoro 5x0 sofrido para o Bangu em Moça Bonita, oque deixava um péssimo saldo, estreando em casa vitória por 2x0 sobre o Fluminense de Feira de Santana deixou uma boa impressão. Na rodada seguinte viajou até Distrito Federal e acabou com derrota por 2x1 para o Guará, em outra partida fora, agora na Bahia derrota por 3x1 para o Vitória, a tabela foi bem ingrata para o time capixaba que já chegava sem chances de classificação na rodada final jogando 3 fora e duas em casa, mesmo assim venceu o Americano de Campos por 2x1 no Davino Matos encerrando sua participação em sua primeira competição nacional.


Em 1984 e 1985 nada demais em suas participações. 
Já em 1986 o Guarapari teve outro ótimo desempenho. Encerrou o 1º turno em 4º não empolgando sua torcida, a não ser nos 3x0 sobre o Ordem e Progresso. Mas no 2º turno a torcida teve uma grata surpresa, ninguém parou o tricolor que venceu Rio Branco por 2x0, Ibiraçu por 2x1, Colatina por 3x1 e grande 4x0 sobre Vitória em pleno Salvador. Somados aos 3 empates o Guarapari encarou a Desportiva na final deste turno e com a vitória por 1x0 conquistou a fase e o direito de ir ao Quadrangular Final com 1 ponto de bonificação. Mas esta partida teve um registro trágico que pode ser lido no recorte de jornal abaixo. Enéas craque consagrado no futebol fazia sua estréia justamente nesta partida, era um péssimo cartão de visitas ao jogador acostumado com os maiores estádios do país.
 

No Quadrangular o Guarapari perdeu para o Rio Branco que a esta altura também era tão odiado pelos seus torcedores quanto a Desportiva, em 2 de maio poucos dias após a batalha do Davino Matos como ficou conhecida aquela partida em que o muro caiu, Guarapari e Desportiva voltam a se enfrentar, desta vez no Engenheiro Araripe, e a recepção por parte dos grenás foi "calorosa", apedrejaram ônibus com torcedores do Guarapari. Dentro de campo nada de gols e o 0x0 foi pior para o Guarapari que ficava com seus 2 pontos contra 4 da Desportiva e do Rio Branco. Fechando o turno o Guarapari fez 1x0 no Estrela do Norte mas não viu a diferença para a Desportiva diminuir pois o rival aplicou sonoros 3x0 no Rio Branco, na rodada seguinte o mesmo Rio Branco se viu fora da briga pelo título ao perder para o Guarapari por 1x0, mas a Desportiva venceu o Estrela e ainda manteve a diferença na liderança. 
Mas a liderança caiu pois o Guarapari dentro de sua casa venceu os grenás por 2x1 na primeira partida no Davino após a queda do muro, de quebra evitando o título antecipado do adversário. Agora o Guarapari chegava aos mesmos 8 pontos da Desportiva e encarava o Estrela do Norte fora de casa, a Desportiva tinha o clássico contra o Rio Branco em casa. O Guarapari precisava vencer e contar com pelo menos empate da Desportiva, porém mesmo com a tentativa do Rio Branco de estragar a festa do maior rival o Guarapari não fez sua parte, empatou em 2x2 com Estrele a ainda viu a Desportiva vencer o Rio Branco por 2x1 em levantar o troféu de 1986, outra vez o Guarapa batia na trave   


Em 1987 a campanha do 1º turno não foi nada empolgante, apenas o Rio Branco foi derrotado pelo Guarapari por 2x1, nas outras 6 partidas foram 5 empates e 1 derrota. Mesmo assim a equipe foi para o quadrangular final da 1ª fase e lá o desempenho foi total fiasco, 3 empates seguidos, depois 3 derrotas seguidas.
Campanha de seu título estadual
1ª fase
Desportiva 1x1 Guarapari
Guarapari 2x1 Rio Branco
Estrela do Norte 1x0 Guarapari
Ordem e Progresso 1x1 Guarapari
Guarapari 1x1 Vitória
Guarapari 0x0 Ibiraçu
Colatina 2x2 Guarapari

Quadrangular Decisivo do Primeiro Turno
Desportiva 0x0 Guarapari
Guarapari 0x0 Estrela do Norte
Ibiraçu 1x1 Guarapari
Guarapari 1x3 Desportiva
Estrela do Norte 1x0 Guarapari
Guarapari 1x2 Ibiraçu
Desportiva 0x0 Estrela do Norte


O segundo turno o Guarapari desencantou, venceu Estrela do Norte 3x0, Ordem e Progresso 1x0 e Colatina 2x0, de quebra empatou 5 partidas chegando aio Quadrangular do turno invicto.
Mas logo na primeira rodada do Quadrangular a primeira derrota 2x1 para Estrela do Norte, e mais uma vez a equipe empatava demais, foram 4, e para piorar perdeu outra para o Estrela do Norte fechando a fase sem vitórias. Mas por sorte da equipe acabou conquistando a classificação pelo índice técnico na somatória geral.   

Segundo Turno
Guarapari 0x0 Desportiva
Rio Branco 1x1 Guarapari
Guarapari 3x0 Estrela do Norte
Guarapari 1x0 Ordem e Progresso
Vitória 0x0 Guarapari
Ibiraçu 1x1 Desportiva
Ibiraçu 0x0 Guarapari
Guarapari 2x0 Colatina

Quadrangular Decisivo do Segundo Turno

Estrela do Norte 2x1 Guarapari
Guarapari 0x0 Desportiva
Guarapari 1x1 Ibiraçu
Guarapari 0x1 Estrela do Norte
Desportiva 1x1 Guarapari
Ibiraçu 1x1 Guarapari


Agora era hora da verdade, campeão estadual seria conhecido entre o Guarapari, Ibiraçu, Desportiva e Estela do Norte.
Na 1ª rodada vitória fora de casa contra o Estrela por 1x0 dentro do Sumaré, enquanto isso Desportiva e Ibiraçu não saíram do 0x0.
2ª rodada enquanto Ibiraçu perdia em casa por 3x2 para o Estrela o Guarapari derrotava a Desportiva por 1x0.
3ª rodada  Estrela 1x2 Desportiva e o Guarapari que nas fase anteriores sofria com problema crônico de empatar demais chegava a sua 3ª vitória seguida 2x0 no Ibiraçu em Ibiraçu.
4ª rodada o Guarapari perde a primeira nesta fase, 2x1 para o Estrela, a derrota só não foi pior pois Ibiraçu e Desportiva empataram em 1x1.
5ª rodada Guarapari se recupera da derrota em grande estilo 1x0 na Desportiva no Engenheiro Araripe, Estrela mostrando a boa fase derrota o Ibiraçu por 2x1.
6ª rodada chega então a hora da decisão, Guarapari chegava com 8 pontos, contra 7 do Estrela, que a exemplo da Desportiva entrou com 1 ponto extra por conquistar um dos 2 turnos, a Desportiva chegava com 5 pontos e a exemplo do Ibiraçu com 2 não tinha mais chances de título. O Guarapari como visto não precisava nem vencer caso Estrela não passasse pela Desportiva, e não venceu empatou em 1x1 com o Ibiraçu chegando aos 9 pontos, de quebra viu a Desportiva derrotar o Estrela no Araripe por 2x1  e graças a isso foi só festa em Guarapari, a cidade saúde agora também era campeã capixaba de futebol!!!
Para se ter idéia da importância e dificuldade deste título, desde 1948 quando o Cachoeiro derrotou a A.A Vale na final não se tinha um campeão diferente de Rio Branco, Desportiva, Vitória ou Santo Antônio.

Quadrangular Final
Estrela do Norte 0x1 Guarapari
Guarapari 1x0 Desportiva
Ibiraçu 0x2 Guarapari
Guarapari 1x2 Estrela do Norte
Desportiva 0x1 Guarapari
Guarapari 1x1 Ibiraçu*
jogo do título de 1987



Os campeões do título  inédito

Em 1988 o atual campeão foi uma grande decepção. A primeira fase era curta e não dava chances para tropeços, 
eram 2 grupos com 5 equipes jogando em turno e returno avançando os dois de cada chave, o início do Guarapa foi ótimo aplicando 3x0 no Estrela do Norte, mas depois disso a equipe travou. Dois empates derrota para Rio Branco, empates com Estrela e Santo Antônio, a derrota por 2x1 para Ordem e Progresso grande freguês foi o fim da linha para o Guarapari que encerrou sua péssima participação no 1x1 com Rio Branco ainda na primeira fase.
Após 1989 a equipe não chegar ao Quadrangular Final, no ano seguinte conseguiu outro bom desempenho chegando ao Triangular Final contra Colatina e Desportiva. Após ver o Colatina derrotar a Desportiva o Guarapari pressionado não saiu do 0x0 com a própria Desportiva, isso deixava o Colatina jogando pelo empate, ao Guarapari apenas a vitória interessava para conquistar o bicampeonato estadual. Davino Matos com aproximadamente 3700 pessoas que botavam pressão em cima dos adversários, mas o Colatina não era qualquer adversário, o "Colá" era uma equipe muito experiente, e entre os experientes um dos mais perigosos era Arildo ratão com seus 30 anos, e foi dele que saiu o primeiro gol da partida aos 31 minutos do 1º tempo, o Colatina controlava as ações mesmo fora de casa e com grande pressão dos torcedores rivais, o jogo estava em 1x0 Colatina até que aos 43 do 2º tempo em lance infeliz Cacau marca contra empatando tudo, agora o Guarapari precisava de mais um gol, o caldeirão do Davino Matos virou uma penela de pressão mas o Colatina segurou a barra e acabou mesmo levando o título com o empate. O Guarapari jamais chegaria tão perto do título novamente.
Wallace do Colatina de branco contra Aurido Guarapari, decisão do estadual 
Em 1991 eram duas chaves com 9 equipes apenas duas avançavam. A equipe chegou ficar 11 jogos invicta, destaque para os 3x0 sobre o Castelo, campanha esta que colocava o Guarapari na briga direta com Rio Pardo e Muniz Freire pelas semi finais. Mas de repente a equipe começou desandar e depois da vitória sobre o Atlético de Jerônimo Monteiro não venceu mais, perdeu 4 das últimas 6 partidas, com isso viu a classificação ir embora terminando em 5º lugar 15 pontos, 8 atrás do Muniz Freire 2º colocado e classificado às semi finais. 
1993 e 1994 o Guarapari disputou a Série B pela primeira vez, em 93 o Guarapari ficou apenas 1 ponto de classificar para as semi finais. Em 94 foi uma das Séries B mais inchadas do estado, foram 12 equipes divididas em duas chaves onde os dois melhores de cada chave avançavam as semi finais. O Guarapari ficou na chave A ao lado de  Mimosense, Tupy, Cachoeiro, Gironda e Santa Maria, nas primeiras 9 rodadas o Guarapari venceu 3, empatou 5 perdeu apenas uma. A rodada decisiva colocava Cachoeiro 10 pontos contra Guarapari também com 10, Gironda com 9 contra 11 do Tupy e Santa Maria com 3 contra Mimosense com 10, ou seja o Guarapari dependia de suas forças para avançar, e cumpriu muito bem o seu papel, mesmo fora de casa em confronto direto derrotou o Cachoeiro por 2x0 e avançou junto com Mimosense que aplicou 6x0 no Santa Maria, curioso é que o Tupy líder antes da rodada iniciar acabou eliminado pois empatou com Gironda em 1x1.
Nas semi finais o Guarapari encarou o Mateense de São Mateus pela vaga na final inédita, na partida de ida no Davino o tricolor de aço venceu por 1x0 e jogava pelo empate para chegar a final, mas na volta o Mateense foi superior e venceu por 2x0 deixando o Guarapari fora da final, mas pelo menos o tricolor voltaria a Série A no ano seguinte.

Em 1995 o retorno não teve nada para se comemorar pois o Guarapari acabou lanterna da sua chave rebaixado com apenas 3 vitórias em 16 partidas, venceu na 7ª rodada o Rio Branco de Venda Nova 2x1, na rodada seguinte venceu o Castelo 1x0, na 9ª rodada a vitória por 2x0 sobre o Muniz Freire em 23 de abril marcou a última vitória da equipe na Série A capixaba. Em 20 de março na derrota por 3x0 para o Castelo marcou a última partida do Guarapari na 1ª divisão do futebol capixaba, desde então o tricolaço jamais conseguiu retornar.

Foram quase 10 anos fora do futebol profissional até o retorno na Série B de 2003, nesta competição o Guarapari começou o turno com desempenho mediano, terminou em 4º entre 6 equipes na chave com 7 pontos, 4 atrás da Desportiva líder, em 5 jogos venceu Santa Maria 4x2 e Jaguaré 2x0, mas perdeu por 2x1 para o Atlético Linharense e 3x2 para a Desportiva, empatou 0x0 com Vila Velhense.
No returno  a campanha foi praticamente a mesma, empatou novamente com Vila Velhense agora 2x2, perdeu outra vez para Atlético Linharense por 2x1, venceu Santa Maria por 2x0 e Jaguaré por 3x0, a diferença é que ficou no 1x1 com a Desportiva terminando com 8 pontos agora em 3º, 3 pontos atrás do líder Atlético Linharense, classificação conquistada na classificação geral ao terminar em 3º lugar. 
Agora o Guarapari encarava a tradicional Desportiva(na época clube empresa Capixaba S/A) que disputava a Série B pela primeira vez, o retrospecto da 1ª fase era desfavorável pois foram dois jogos com uma derrota e um empate, na partida de ida empate em 1x1, agora a vaga seria mesmo decidida na volta, e lá a Desportiva manteve a fama de carrasco do tricolor de aço e com a vitória por 1x0 eliminou o Guarapari da competição tirando sua chance de retornar a Série A em 2004.

Em 2007 o Guarapari volta a Série B, mas a campanha foi muito tímida, venceu apenas o Unidos de Calçados na penúltima rodada, mas com o empate do Tupy em 2x2 com a Desportiva acabou eliminado pois mesmo vencendo ficaria com uma vitória a menos que o Tupy, esta vitória em 13 de maio foi a ultima do Guarapari em competição oficial até a data desta matéria, também foi sua última partida oficial no Davino Matos que foi vendido e demolido. Uma semana mais tarde a derrota por 4x1 para a Desportiva marcou o afastamento do tricolor de aço de competições profissionais até então.
Davino Matos em 2007 durante a Série B Guarapari x Desportiva

Estádio pouco tempo antes da demolição


O Guarapari como todo clube passou por grande crise financeira e as dívidas engoliram a equipe que acabou vendendo sua casa o Davino Matos, com área de 12.600mt², que sempre foi alvo de imobiliárias por ficar no centro de Guarapari. Em 2015 finalmente começa o sonho de ter uma nova casa, mas não foi nada fácil, até esta data ocorreram várias disputas na Justiça e acusações, o novo estádio em seu projeto prevê arquibancada para cerca de 3 mil pessoas e estacionamento para 600 veículos, além de campo de futebol society, quadra coberta, área de lazer e até piscina. O local escolhido foi bairro Jabaraí, às margens do contorno da Rodovia do Sol.O local chegou a ser alvo de autuações da secretaria de meio ambiente, pois o campo fica próximo ao rio Perocão e na época da limpeza e terraplanagem do terreno, a vegetação das margens do rio foram suprimidas. O clube teve que fazer o plantio de mudas de plantas nativas para que pudesse continuar com a obra.
Início das obras do novo estádio do GEC

A venda do Davino se arrastou por vários anos. O processo da venda gerou muitas controvérsias, inclusive entre os membros do Guarapari, já que não houve consulta antes das negociações, que culminaram com um negócio de R$ 20 milhões entre o clube e a uma construtora em 2012. Parte deste valor, segundo o tesoureiro do clube, Ademar Lauro de Andrade, foi pago na efetivação da transação, quando foi comprado um terreno para a construção da nova sede do clube, próximo ao bairro Jabaraí, pelo contorno da Rodovia do Sol. As obras no local estão paradas. Ainda de acordo com o tesoureiro, o atual comprador não pagou todo o valor e por isso não poderia começar a demolir nada no estádio. Houve ate acusações de fraldes nas prestações de contas que a diretoria apresentou.
Nota oficial do GEC sobre as polêmicas na venda do estádio

O problema é que o estádio já havido sido vendido em 2004. A venda teria sido feita para um consórcio, que no meio da transação foi desfeito. Uma ação na Justiça foi iniciada e julgada finalmente pelo Tribunal de Justiça, que deu ganho de causa por unanimidade a Marcel Faleiros, que é um dos compradores. 
"Esta segunda venda não poderia ter ocorrido porque o estádio já foi comprado por mim e a outra empresa em 2004. Como havia um processo ativo, nada poderia ser feito. Todos os documentos de venda são nulos sem minha efetiva participação. Isto é decisão judicial do Tribunal de Justiça”, afirma Marcel Faleiros.  



Uniforme no padrão titular do clube, as listras verticais variam de largura apenas, este é em 2011/2012 


o reserva é padrão semelhante ao do São Paulo/SP, listras horizontais mudando a posição do escudo, hora do lado esquerdo hora no centro.





Nenhum comentário:

Postar um comentário